Fita o Mestre, da cruz, a multidão fremente, A multidão de seres que ainda ama. Sobre tudo se estende o raio dessa chama, Que lhe emana da luz do olhar clarividente.
Gritos e altercações! Jesus, amargamente, Contempla a vastidão celeste que o clama: Sob os gládios da dor aspérrima, derrama, As lágrimas de fel do pranto mais ardente.
Soluça no silêncio. Alma doce e submissa. E em vez de suplicar a Deus para a injustiça O fogo destruidor em tormentos que arrasem, Lança os marcos da luz na noite primitiva, E clama para os Céus em prece compassiva: -"Perdoai-lhes, meu Pai, não sabe o que fazem...
OLAVO BILAC
(Do livro "PARNASO DE ALÉM-TÚMULO" Francisco Cândido Xavier)
14:07 - 04/09/2008
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